Rodrigo Santoro

Em 22 de agosto de 1975, no município serrano de Petrópolis no estado do Rio de Janeiro, nascia Rodrigo Junqueira Reis Santoro.

O menino franzino, filho de Dona Maria José e Seu Francesco, não tinha a menor noção de que viria ao mundo para nos trazer tanto orgulho na sétima arte.

É um patrimônio nosso e um dos raros a nos representar com ressalto no exterior.

Em 1993 já ingressava na seleta oficina de atores da rede globo e em seguida estreava na Rede Globo com uma participação na novela “Olho no olho”.

Diante de um jovem promissor, a autora Gloria Perez aposta suas fichas e escala Santoro como protagonista de uma das mais emblemáticas e marcantes series da TV até hoje: HILDA FURACÃO. Um trabalho magnifico e um divisor de águas na carreira do ator.

Em 2001, indicado por ninguém menos do que PAULO AUTRAN, é convidado para o filme “O BICHO DE 7 CABEÇAS”, onde ganhou diversos prêmios nacionais e internacionais( APCA, SESC,FESTIVAL DE RECIFE,QUALIDADE BRASIL,GRANDE PRÊMIO DO CINEMA BRASILEIRO,FESTIVAL DE BRASÍLIA,FESTIVAL DE CARTAGENA)

A partir deste trabalho grandes convites começam a surgir. Entre eles o também premiado “ABRIL DESPEDAÇADO” de Walter Sales.

Numa surpreendente composição e quebrando os paradigmas dos galãs da época, arrebata o publico com o travesti “LADY DI em “CARANDIRU”, papel esse que lhe rendeu o prêmio de ator revelação no Festival de Cannes.

Com o sucesso de “O Bicho de 7 cabeças” nos festivais europeus é convidado para filmar “A primavera Romana da Sra Stone” filme baseado na obra de Tennessee

Willians e atua com Helen Mirren e Anne Bancroft.

Em 2003 já começa a trabalhar gradativamente e com cada vez mais frequência no exterior.

Filma “Simplesmente amor “, com Hugh Grant, Keira Knightley, Lia Neeson, Laura Linney entre outros astros do cinema britânico.

Em 2006 como o Rei XERXES, estrela a super produção 300 que se torna um grande sucesso em todo o mundo projetando sua carreira internacional.

Num mergulho profundo na cultura e no idioma espanhol, integra com louvor o elenco de ” CHE”, filme dirigido por Steven Sodeberg com Benício del Toro no papel de Che Guevara. O filme entra em competição no Festival de Cannes

Em 2008, como “RAMIRO”, faz seu segundo filme em espanhol, “LEONERA” do argentino Pablo Trapero que também entra em competição no festival de Cannes.

Em 2010, atua ao lado de JIM CARREY” na comédia ” O golpista do ano”, filme incluído no festival de Sundance entre outros festivais internacionais.

Em 2011, estréia o tão esperado ” HELENO” nos cinemas. Um grande desafio onde Rodrigo atua e participa como produtor.

Para o personagem, o ator precisou perder 11 quilos. O filme se torna aclamado pela crítica nacional e internacional. Recebe quatro prêmios de melhor ator, incluindo festival de Havana e Lima.

Ainda em 2011, recebe o prêmio de melhor ator no festival de Brasília por “MEU PAÍS”, exatamente 10 anos depois de ter vencido com Bicho de 7 cabeças no mesmo festival.

Em 2013, no retorno de Arnold Schwarzenegger aos filmes de ação, é convidado e atua no blockbuster ” O ultimo desafio”, dirigido pelo coreano Kim Jim Woo.

Em 2015 é convidado para interpretar o ministro das Minas e energia em

” OS 33″, ficção que reconstrói a dramática e verídica história dos 33 mineiros chilenos que ficaram soterrados em uma mina no deserto do Atacama no Chile.

No elenco, Juliette Binoche , Gabriel Byrne e Antonio Banderas.

Em seguida, atua ao lado de Will Smith e Margot Robbie no blockbuster “GOLPE DUPLO”.

No final do mesmo ano, com um elenco de primeira, atua no faroeste ” EM BUSCA DE JUSTIÇA” ao lado de Natalie Portman e Evan Macgregor.

Em 2016, depois de 10 anos, retorna à TV em uma participação especial na novela Velho Chico de Luiz Fernando Carvalho

No cinema, aceita o desafio de encarnar Jesus Cristo no remake do épico “BEN HUR

Filma ” Dominion” história sobre o poeta Dylan Thomas , no elenco Rhys Ifans e John Malkovich

Atualmente está indo para a segunda temporada de Westworld, série da HBO americana com Antony Hopkins, Ed Harris, Jeffrey wright.

Cassia Kis Magro

Nascida em São Caetano do Sul estado de São Paulo, iniciou sua carreira no teatro amador, integrando-se em um grupo que apresentava espetáculos na periferia e participava de festivais amadores. Durante dez anos, fez vários trabalhos em teatro, incluindo espetáculos infantis em escolas. Foi convidada pelo diretor Ulysses Cruz para integrar a sua companhia amadora na peça “Alice, O Que Uma Menina Bonitinha como Você Faz num País como Esse, de Paulo Afonso Grisolli. Depois, atuaria na peça Coronel dos Coronéis (1980), de autoria de Maurício Segall, muito elogiada na época.

Fez sua estréia na televisão em 1979, na novela Cara a Cara, da TV Bandeirantes. Ainda em São Paulo, chegou a trabalhar em anúncios comerciais. Em 1981, mudou-se para o Rio de Janeiro.

Aos 24 anos, já fazendo peças teatrais pelo Rio, foi aprovada, e conseguiu se tornar aluna da Fundação das Artes, uma das melhores escolas de música e teatro da América Latina. Assim ela pôde ter uma formação profissional, desempenhando mais e mais seu talento. Começou a fazer escola de teatro com o diretor Silnei Siqueira para aprimorar suas técnicas.

Seu primeiro trabalho profissional no Rio foi no espetáculo Quem Governa o Rei?, de Paulo Afonso Grisolli. Ainda no início dos anos 1980, por intermédio do ator Luiz Armando Queiroz, fez um teste e foi aprovada para trabalhar no elenco do programa As Aventuras do Tio Maneco, da TV Educativa.

Estreou na TV Globo em 1983, atuando em dois episódios do Caso Especial. No ano seguinte, fez o papel de uma freira na minissérie Padre Cícero, e, logo em seguida, foi convidada pelo diretor Wolf Maya para trabalhar na novela Livre para Voar, quando viveu uma solteirona sisuda. Seu primeiro personagem de maior repercussão veio em 1985, na novela Roque Santeiro, em que interpretou Lulu, mulher do negociante Zé das Medalhas. Em 1987 foi Silvana na novela Brega e Chique de Cassiano Gabus Mendes.

Tornou-se ainda mais conhecida por sua atuação em Vale Tudo, de 1988, que mobilizou os telespectadores em torno do assassinato da vilã Odete Roitman. Em 1990, transferiu-se para a TV Manchete, onde trabalhou na novela Pantanal, na qual interpretou Maria Marruá. No mesmo ano, voltou para a TV Globo, a tempo de protagonizar a novela Barriga de Aluguel. Na trama, a atriz viveu o drama de uma mãe que decide alugar a barriga de uma mulher mais jovem, para realizar o sonho de ter seu filho.

Entre seus papéis preferidos, aponta a personagem central de Mamãe Coragem, em 1992, um dos episódios do Você Decide. Na história, interpretou uma catadora de lixo, mãe de cinco filhos, cujo dilema é vender ou não uma das cinco crianças para salvar as demais.

Em 1993, despontou na telinha como Ilka Tibiriçá, a cômica solteirona cheia de trejeitos e com visual anos 1960, da novela Fera Ferida.

Em 2001, a vilã Adma da novela Porto dos Milagres, obteve grande repercussão na mídia, tanto por parte do público quanto da crítica, tendo recebido o Prêmio Contigo! e o Troféu Imprensa de Melhor Atriz.

Nos anos 2000, além do trabalho em novelas, voltou a participar de minisséries da TV Globo. Trabalhou em Um Só Coração, de 2004, em Mad Maria, de 2005, de e em JK, de 2006, quando viveu uma mulher reprimida pelo marido, em outro de seus grandes momentos na TV.

Em 2009, viveu a carola Mariana na segunda versão de Paraíso, em que sua personagem era mãe da protagonista Maria Rita “Santinha”.

Em 2011 despontou como a bondosa e humilde Dulce em Morde & Assopra, com seu jeito inocente e sua atuação dramática, o papel lhe rendeu o Prêmio Melhores do Ano do Domingão do Faustão na categoria Melhor Atriz Coadjuvante.

Em 2012, interpretou a diabólica vilã Melissa, na trama das seis, Amor Eterno Amor. Em 2014, viveu a ex-prostituta Carolina, na minissérie Amores Roubados. Também em 2014, integra o elenco do remake de O Rebu, como a advogada Gilda, além de ser escalada para Felizes Para Sempre, remake da minissérie Quem Ama não Mata, que foi ao ar no início de 2015. E ainda em 2015 voltou ao ar na novela das 9, de João Emanuel Carneiro, como a doce Djanira.

Sempre preocupada com as questões sociais, participou, em 1989, de uma campanha do Ministério da Saúde brasileiro, sobre a prevenção do câncer de mama. Em 2006, foi madrinha, no Brasil, da Semana Mundial do Aleitamento Materno, promovida pela Sociedade Brasileira de Pediatria e pelo Ministério da Saúde.

No teatro, a sua última participação foi na peça “O Zoológico de Vidro” em 2009 tendo recebido o mérito de Melhor Atriz Teatral Drama no Prêmio Arte Qualidade Brasil.

No cinema, esteve em mais de 15 filmes entre eles Bicho de Sete Cabeças (2001), de Laís Bodanzky, por ele ganhou o Troféu de Melhor Atriz Coadjuvante no CINE PE Festival do Audiovisual. Os filmes que participou foram Memórias do Cárcere – 1984,O País dos Tenentes

– 1987, Ele, o Boto – 1987, A Grande Arte – 1991, A Hora Marcada – 2000, Bicho de Sete Cabeças – 2001,Tapete Vermelho – 2006, Ódiquê? – 2006, Chega de Saudade – 2007, Não por Acaso – 2007, Meu Nome Não É Johnny – 2008, A Festa da Menina Morta – 2008, Os Inquilinos – 2009, Bróder – 2010, Chico Xavier – 2010, Billi Pig – 2012, Encantados – 2014, Boa Sorte – 2014, Redemoinho – 2017 e Real – O Plano Por Trás da História – 2017.

A sua história na dramaturgia brasileira é ímpar. É com certeza o maior talento feminino na arte de interpretar, tendo recebido muitos troféus durante a sua carreira. É por esta razão que o CINE PE 2017 tem o maior orgulho desta “singela” homenagem que lhes proporcionamos, entregandos-lhe o TROFÈU CALUNGA de OURO.

Luiz Joaquim

Nascido no Recife, em 1970, o crítico de cinema Luiz Joaquim, ainda que tivesse um típico comportamento próprio da cinefilia, a qual cultivava desde o início da adolescência, levou muito tempo para entender que essa perspectiva poderia se transformar em algo profissional, funcionando como um meio de vida. Uma vez que a vida prática demandava uma ocupação mais convencional, buscou originalmente a Faculdade de Engenharia, na qual dedicou quatro anos de estudo, sem concluir o curso.

Já mais amadurecido, percebeu que ainsatisfação com o curso de Engenharia, somada a uma forte inclinação à cultura e a um desejo de se expressar sobre o cinema, fizeram-no procurar o curso de Jornalismo, tendo concluído no ano 2000, na Universidade Católica de Pernambuco.

Ainda como universitário, publicou na edição de 28 de maio de 1997, na editoria de cultura do Jornal do Commercio (Recife), seu primeiro texto assinando uma crítica cinematográfica. Tratava-se do filme Notas do subterrâneo (Notes from underground, EUA, 1995), uma

 

adaptação para o tempo contemporâneo feita pelo diretor Gary Walkow, a partir da obra homônima de Dostoiévski.

Um ano depois, ocuparia a função de estagiário na mesma editoria e, posteriormente, viria a trabalhar no primeiro ano de funcionamento da sala de cinema da Fundação Joaquim Nabuco.

Logo depois, assumiria a coordenação dessa mesma sala de cinema, em 2001, atuando como programador e curador do espaço, ao lado do cineasta Kleber Mendonça Filho. Os dois jornalistas atuaram juntos na mesma função por 15 anos, quando Mendonça Filho solicitou sua exoneração da instituição em outubro de 2016, e Joaquim, em fevereiro de 2017.

Como curador da sala de cinema da Fundação Joaquim Nabuco, além de selecionar os filmes que formavam a programação diária do espaço, produziu ao longo de 17 anos umsem-número de debates, palestras e seminários a respeito das mais diversas temáticas sobre cinema – envolvendodesde sua estética e a linguagem, até aspectos sobre a distribuição e produção de filmes no Brasil; além de ter trabalhado no projeto e na inauguração de uma segunda sala de cinema para a instituição, no ano de 2015.

Procurando aprimorar sua formação, ainda em 2002,Luiz Joaquim iniciou um mestrado em comunicação na Universidade Federal de Pernambuco, tendo como objeto de estudo a estruturação da crítica de cinema praticada no Brasil no período conhecido no país como o “da Retomada”. O resultado da pesquisa, inclusive, está sendo retrabalhado pelo autor para lançá-lo como livro até 2018.

Em 2004, Joaquim foi convidado pelo jornal Folha de Pernambucoa ocupar a vaga de repórter e crítico de cinema. Já no ano de 2006, também foi convidado pela Universidade Católica a integrar o corpo docente do curso de pós-graduação Estudos Cinematográficos.

Entre suas publicações, constam também artigos nos livros 100 melhores filmes brasileiros (2016); O Cinema Brasileiro Hoje – Ensaios, edição bilingue (2015); Cinema Sem Fronteiras:15 anos da Mostra de Cinema de Tiradentes. Reflexões sobre o Cinema Brasileiro 1998-2012 (2012); e Os Filmes que Sonhamos Vol. 1 (2011).

Em 2017, um novo desafio lhe foi proposto: coordenar a Graduação de Cinema e Audiovisual das Faculdades Integradas Barros Melo (Aeso), em Olinda, onde vem atuando também como professor desde fevereiro último.

O constante aprendizado nos diversos trabalhos relacionados ao cinema foi complementado com a experiência pessoal de dirigir dois curtas-metragens independentes, que tiveram uma discreta, mas precisa e pontual circulação em festivais brasileiros de cinema.

O primeiro, Eiffel (de 2008) – exibido na competição do CINE-PE de 2009 –, pode ser resumido como um experimento político-visual sobre a cidade do Recife, quando se apropria dos planos da cena de abertura de Os Incompreendidos, de François Truffaut, e os toma como referência para criar sua particular perspectiva sobre a capital pernambucana.

Já o segundo, O Homem Dela (de 2010), é uma discreta animação com as pinturas de Edward Hopper que seguem a canção Myman, interpretada por Billie Holiday. Filme que também circulou por alguns festivais brasileiros.

Como crítico/repórter de cinema já teve a oportunidade de fazer a cobertura jornalística de dezenas de festivais de cinema, a cada ano, no Brasile também no exterior.Grande parte de sua produção textual– que atinge cerca de 4.000 títulos entre críticas, reportagens,

entrevistas, artigos, coberturas, resenhas, notas e coluna de opinião– pode ser encontrada no site criado por Joaquim em 2007, o CinemaEscrito.com, em constante atualização.

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